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Os Heróis Japoneses da Manchete - Parte 2

Os Heróis Japoneses da Manchete - Parte 2


Os Heróis Japoneses da Manchete - Parte 2

Posted: 25 Jul 2020 08:57 AM PDT

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Não deu pra fazer em um único post, o que não faltou por aqui foram seriados japoneses que passavam na extinta Rede Manchete. Como muita gente, eu tive a felicidade de passar a minha infância nessa época em que tivemos a invasão dos heróis de olhos puxados, todo dia de tarde eu corria pra televisão, girava o botão pra colocar no canal 6 (pra vocês verem como faz tempo) e assistia os personages coloridos e metálicos descendo a porrada em monstros bizarros pra salvar o nosso planeta.

Na primeira postagem, que você pode ver aqui, falei dos dois pioneiros que me apresentaram ao gênero, o Jaspion e o Changeman. Mas tiveram outros tantos que vieram, e sigo aqui falando a respeito deles.

Pra começar, outros grupo de cinco jovens de roupas coloridas que seguiram os passos do Esquadrão Relâmpago: é hora de lembrar do Comando Estelar Flashman.


Como eu falei na postagem anterior, desde a década de 70 que tem um novo esquadrão colorido surgindo na televisão japonesa, os Super Sentai. E o Flashman foi de fato o sucessor dos Changeman, sendo lançado lá na sequência.

A série conta a história de cinco crianças que foram raptadas da Terra e que seriam usadas como cobaias dos experimentos dos bandidos do Império Mess, mas que foram resgatados pelos habitantes do Planeta Flash. Lá, eles cresceram e ganharam habilidades por conta da atmosfera do planeta e de suas quatro luas. Vinte anos depois, eles descobrem que o Império Mess se dirige para Terra para conquistá-la, e assim eles embarcam numa missão para proteger seu planeta de origem, e quem sabe, encontrar suas famílias.


Diferente dos seus predecessores, os Flashman não tinham nenhuma referência a um bicho ou coisa parecida, eram apenas cinco heróis coloridos, se chamando Red Flash, Green Flash, Blue Flash, Yellow Flash e Pink Flash. Cada um cresceu em um lugar diferente, o que conferiu habilidades especiais a cada um dos jovens.

Jin (no meio) era o Red Flash, líder do grupo e o mais velho deles, de forma que seria natural que ele liderasse o grupo, e dotado de grande inteligência. Dan era o Green Flash (na ponta direita), e o mais forte deles, mas apesar disso com um bom coração. Go era o Blue Flash (na ponta esquerda), o caçula que adora fazer piadinhas, e que é o mais ágil. Em seguida temos Sara que é a Yellow Flash (à direita), cuti-cuti e doce, capaz de controlar o ar e gelo e extremamente sagaz. Por fim, a Pink Flash era Lu (à esquerda), que sabe controlar a gravidade e pular muito alto.


Sim, eles usavam essas roupas "estilosas" no início da série, que parecem do guarda-roupa de um figurante de clipe dos anos 80, até depois mudarem para vestimentas mais normais.

Embora eu pessoalmente achasse os Chageman mais carismáticos, os Flashman tinham uma química muito boa, representando bem como se fossem uma grande família. Durante boa parte da série vemos uma veia humorística, com muitas piadinhas tosquinhas, bem naquele estilo de adolescentes que não conhecem os costumes da Terra, como no Jaspion. 

Mas tinha uma coisa que me chamava muito a atenção em Flashman...


Pois é... Era batata, todo seriado japonês dessa época tinha uma heroína que virou a paixonite infantil de muita gente. Teve a Anri no Jaspion, a Sayaka no Changeman, e no Flashman quem ganhou esse título foi a gracinha da Sara. Toda bonitinha e sorridente, já na abertura ela fazia aquela carinha meiga, a ponto de deixar toda uma legião de garotos apaixonados. De longe a que eu achava mais bonita de todas as séries japonesas.


E como personagem feminina ela acabou até mesmo ofuscando a Lu. Diferente do Changeman, onde Mai e Sayaka receberam a mesma "atenção" e tiveram seus episódios principais, a Pink Flash quase não aparecia muito...

Outra coisa (agora séria) que eu achava original em Flashman se comparado com os Changeman é que, além das habilidades especiais, cada um deles tinha armas específicas. Eram as tais Armas Prisma. Jin tinha uma espada (embora mais parecesse um simples bastão), Dan ganhava duas luvas prismáticas pra dar porrada, Go podia gerar uma esfera ao seu redor para voar a acertar os inimigos, Sara contava com dois pequenos bastões com poder de gelo e Lu tinha um par de botas prismáticas, para dar super pulos e esmagar os bandidos. Todas essas armas tinham um visual de cristal, daí o nome de Armas Prismáticas


Além disso, três deles contavam com "projéteis" pra ajudar: Go tinha shurikens, Sara usava umas bolinhas de gude enquanto Lu tinha corações. Pra completar, Dan ainda costumava usar socos ingleses, mostrando que o sujeito gostava de uma porradaria.

Tudo isso além da manjada pistola que desmontava e virava espada e escudo, igualzinho aos Changeman...

Outra diferença é que os Flashman não tinham toda uma organização militar por trás deles, com vários ajudantes operando radares e outras máquinas que só compunham o fundo do cenário. Nem mesmo tinha a figura de um Sargento Ibuki pra comandá-los. Por outro lado, os adolescentes tinham a companhia de Mag, um robô chato pra burro que ficava tomando conta da nave-mãe e empentelhando os Flashman. Mais chato que o Miya do Jaspion, e provavelmente motivou a criação daquele robô chato do Power Rangers.


Bora falar dos bandidos. Flashman seguiu o mesmo estilo de Changeman, com um grupo de vilões principais que faziam parte do Império Mess, atacando a Terra a partir de seu cruzador espacial. Não chegavam perto os vilões da nave Gozma, que eram muito mais bem elaborados, só o Gyodai valia mais que a cambada abaixo... mas pelo menos funcionavam bem, dando trabalho para os heróis coloridos em todos os episódios.


O líder supremo era o Monarca La Deus. Pra variar, quer dominar a galáxia, conquistar todos os planetas e a Terra é a próxima da lista. Parecia mais uma estátua com uma máscara sem graça, e realmente ele ficava nos bastidores, dando ordens em seus lacaios. No final da série ele virava um monstrão mas acabou sendo derrotado pelos Flashman.


Enquanto o Monarca La Deus era o chefão que ficava dando ordens, o Dr. Keflen era quem realmente tomava a frente na hora de bolar os planos, muitos até o consideram como o verdadeiro big boss. Um cientista que presta seus serviços ao vilão, e responsável por criar geneticamente os demais membros do Curzador Mess e todos os monstros, por meio de experiências genéticas, usando um piano (que doido).


Temos então os dois líderes de campo, aqueles que geralmente iam pra linha de frente, encarando os heróis enquanto os chefões ficavam na nave. O primeiro (e muito tosco) é Wandar, que era uma mistura de várias criaturas e possui um topetão de dar inveja. O engraçado é que ele se achava o maioral, o grande vilão, o pica das galáxias, mas não passava de um merda. Ele tinha o poder de se transformar em um monstro chamado Wandaloo... que continuava sendo um merda, mas ganhava um poder inútil de congelar o tempo pos exatos três segundos.


Sim... talvez o poder especial mais inútil que já se tem notícia.

A outra líder de campo, rival de Wandar e um pouco melhor sucedida do que ele, era Nefer. Ela sempre estava ao lado do Dr. Keflen, que a via como sua própria filha, embora fosse resultado de uma mistureba de material genético também, com sua roupa de oncinha. Feroz nos combates, também tinha a habilidade de se disfarçar, algo que usou em diversos momentos nos planos dos bandidos. Também podia se transformar num monstro, Nefeli, ganhando o poder de gerar ilusões.


Diga-se de passagem, ela era uma gracinha também. Ainda mais vestida de oncinha sexy, e esse rostinho angelical.


Nefer costumava andar com duas ajudantes, chamadas Urk e Kirt (não me pergunte quem era quem). Pareciam duas cachorras, ou lobas, ou outro bicho qualquer, e sempre partiam pra porrada junto com os demais bandidos. Se me lembro bem, podiam se transformar em monstros também.


Outro dos membros do cruzador espacial Mess era o monstrengo Gals. Diferente dos outros, que tinham um visual mais humano, esse era um monstrengo toda hora, dotado de super força. Incapaz de falar, fica só grunhindo como o animal que é. Foi o primeiro a ser destruído, reza a lenda que de forma proposital, pois sua fantasia dava muito trabalho de ser montada e foi ficando avariada durante os episódios, e como ele não tinha muitas falas, era melhor cortar da série pra reduzir o trabalho dos contra-regras...


Fechando o grupo dos bandidos, tinha o Medusan. Ele era a criatura responsável por transformar os restos do monstro convidado do episódio em um monstro gigante. Ou seja, igual ao Gyodai, mas sem o mesmo estilo. Ele parecia uma água-viva gigante olhuda cheia de tentáculos, e depois de usar o seu poder, virava um bichinho pequeno que pousava no ombro de um dos vilões.


Por fim, mas não por último, temos Kaura. O sujeito barbudo era líder dos caçadores espaciais, um bando de mercenários que servia ao Monarca La Deus, reunindo diversas criaturas do Universo para seus experimentos. Foi ele quem sequestrou os cinco Flashman da Terra quando crianças. Perverso, mau pra cacete, no final da série ele começava a rivalizar com o Dr. Keflen.


Vilões aos montes, e todos eles bem maus mesmo, nenhum teve seu momento de redenção ou de se arrepender, todos eles sendo destruídos no final... E como sempre era de costume, tinham os minions, os bandidos menores que apareciam em todos os episódios pra levar porrada dos protagonistas. Aqui, eram os Zolos, que pareciam formigas vermelhas asquerosas.


Logicamente, tinham também os vilões convidados, mas eu confesso que não me lembro de muitos detalhes de alguns que tenham sido marcantes. Como sempre, eles eram destruídos por uma bazuca, a Cosmic Vulcan, que era sensacional, com seu canhão giratório, apesar do fato de disparar um raio de arco-íris extremamente suspeito. Como esperado, depois aparecia o Medusan que transformava os restos do monstro em um gigante.


Vamos então falar do robozão que os Flashman usavam. E aqui temos algo único da série.

No começo da série eles tinham um robô transformer que era composto pelos veículos que os Flashman comandavam: Red Flash controlava o Tanque Comando, com um visual bem maneiro e que misteriosamente podia voar, Green e Yellow Flash ficavam no Delta Craft que era um jato, enquanto que Blue e Pink Flash voavam no Omega Craft, que tinha aquela redoma de radar no topo. Todos eles saíam do Star Condor, a nave-mãe que eles usavam.


Combinados, depois daquela manjada cena de transformação ao som de uma música japonesa tosca, eles se tornavam o Flash King. Era basicamente um Change Robô mais "gordinho", muito semelhante com sua espada laser que usava para fatiar os inimigos.


Aí é que veio uma sacada muito original em Flashman: em um dos episódios, um monstrão fez um ataque suicida contra o Flash King, destruindo-o!


Mas como? Essa ninguém esperava, me lembro que pra mim foi uma grande surpresa. Já tinha visto tanto o Daileon como o Change Robô levarem umas coças de dar pena, mas no final sempre eles conseguiam se safar e venciam o monstro, fazendo a clássica pose da vitória. Não foi o mesmo com o Flash King, que se arrebentou todo, deixando nossos heróis coloridos sem um mecha pra enfrentar os monstrengos gigantes.

Mas aí sempre tem uma reviravolta na história: um antigo vilão, que havia se voltado contra o Império Mess, aparece e dá para os Flashman um novo substituto. Pra começar, era um caminhão chamado Titan Flash (que aparece lá no canto inferior direito da imagem dos veículos). Porém, a carreta da frente também era um transformer, virando o Titan Júnior.


Esse era um robô engraçado. Diferente dos robozões típicos, que eram lentos e vagarosos, o Titan Júnior era todo elétrico, se movendo rapidamente e de forma ágil, que parecia uma piada. Hilário, ainda mais com um visual desproporcional.

E o mais curioso era o seu golpe final. Pois ele não tinha espada laser nem coisa parecida. O que acontecia era que o trailer do caminhão se transformava num puta mega robozão onde o Titan Júnior se encaixava, virando assim o Gran Titan.


O engraçado era que o robozão nem se mexia direito, parecia aqueles brinquedos antigos sem articulação. Na verdade, ele só mexia os braços e ficava parado que nem uma geladeira. Mas nem precisava, pois ele era imenso! Todo episódio que ele aparecia era muito ridículo de tosco, pois você sempre via o monstro gigante todo abafado, pequenininho se comparado com o Gran Titan, só faltava soltar um sonoro "fudeu!", logo antes do robozão disparar um mega raio que trucidava o monstro.

Ah, e qualquer semelhança dele com o Optimus Prime do Transformers (que por aqui ficou conhecido na época do desenho como Supremus Absolutus) não é mera coincidência...


Pois é, o robô Gran Titan foi uma homenagem a uma linha de brinquedos japoneses chamada Diaclone, com robôs que se transformavam em veículos, em especial ao personagem Convoy. Brinquedos esses que seriam depois lançados no ocidente como os Transformers que nós conhecemos, com Convoy virando o Optimus Prime.

Nesse ponto temos que dizer que Flashman foi bem original. Claro que não demorou para que o Flash King titular fosse consertado, e dessa forma eles foram os pioneiros a terem dois robôs gigantes, que alternavam nos episódios na hora de destruir os inimigos.


Bom... sei que a postagem já está ficando meio grande e gostaria de falar de pelo menos mais um seriado japonês aqui. Mas não tem como eu encerrar a parte dos Flashman sem falar do desfecho da trama, que na opinião de muitos é uma das melhores de todas as séries japonesas do gênero.

Como falei lá em cima, os Flashman haviam sido raptados há vinte anos, e ao mesmo tempo em que eles enfrentavam o Império Mess, eles também tentavam descobrir o paradeiro de seus pais. Me lembro que tinha momentos em que eles achavam que tinham encontrado, mas era balela... até que eles encontram o Dr. Tokimura, que além de ajudar os Flashman com diversas invenções malucas, tinha a certeza de que seu bebê havia sido raptado por seres espaciais há 20 anos. Começa então toda a busca pela verdade, pois certamente um dos heróis era filho dele.


Tá, essa série tem mais de 30 anos, acho que não tem problema em dar spoiler a essa altura do campeonato. Sara era a filha do Dr. Tokimura, e a única que consegue descobrir os seus pais na série.

E além disso, mais para o final, descobrimos que todos eles sofrem de uma condição chamada Flash Negativo, que fazia que todos os habitantes do sistema Flash não conseguissem sobreviver por muito tempo longe de seus planetas. Quando os Flashman descobrem, começa então uma contagem regressiva, com um reloginho que sempre mostrava no final dos episódios, dizendo quanto tempo eles ainda tinham.

Claro que foi tempo suficiente para que eles vencessem os vilões, em cima do laço... E assim eles são resgatados pelo robô Mag, que os leva de volta ao planeta Flash.


Sem dúvida um dos finais mais emocionantes dos seriados japoneses. Flashman começou com um ar mais leve, com muitas piadinhas e com um ritmo divertido e quase infantil, mas do meio pro final deu uma reviravolta dramática surpreendente, com uma história cativante.

Será que vocês têm fôlego para mais uma série? Vamos lá, e agora vamos falar dos Cybercop.


"Como assim, Cybercop?" muitos de vocês vão questionar. Por que não falar do Jiraiya? Ou do Maskman? Ou do Kamen Rider? Mas lembrem-se, eu estou falando das minhas séries preferidas, e depois do trio clássico Jaspion-Changeman-Flashman, um que eu me amarrava era a série dos policiais do futuro.

Fiquem tranquilos, ainda vou falar do Jiraiya. Mas Kamen Rider eu já disse que não gostava...

Confesso que não me surpreendo pela surpresa ou indignação. Pois Cybercop era um seriado bem diferente dos mais comuns. Não era um Super Sentai com cinco heróis coloridos, mas também não era um Metal Hero clássico, com um protagonista de roupa metálica. E tinha uns efeitos especiais toscos pra burro, muito mal feitos. Mas os personagens eram bem simpáticos, e a história até que legalzinha e original, fazendo muito sucesso aqui no Brasil.

A trama se passava em 1999 (lembre-se, a série foi ao ar em 1988), e uma organização criminosa começa a tacar o terror em Tóquio. Sempre é assim que começa, mas aqui tava mesmo para um tipo de sindicato do crime, e não um bando de alienígenas do espaço, com a organização chamada Destrap. Com isso, a polícia da cidade cria uma unidade especial chamada ZAC, com armaduras para combater os inimigos, que eram os tais Cybercops.


Certamente a história foi um pouco influenciada pelo Robocop, mas sem nenhum japona sendo fuzilado e virando um robô (teve outra série japonesa que fez isso). Aqui os heróis vestiam suas armaduras maneiras, contando também com equipamentos especiais para as suas missões. Era algo que eu achava legal, pois os Cybercops pareciam mais "reais", era na verdade uma força de elite com armaduras fuderosas, e não cinco personagens coloridos que tinham poderes surreais.

Embora na verdade, podemos entender que eram cinco heróis mesmo. Vamos conhecê-los.


Como sempre, o principal era o vermelho. Takeda vestia a armadura Jupiter, que aparecia do nada no primeiro episódio, cheio de mistério. Pois no início só haviam três unidades, e no meio da pancadaria contra os inimigos ele surgia e se juntava à equipe. Se descobre depois que ele veio de um futuro onde a Destrap havia dominado o planeta. O engraçado é que tinha horas em que ele se emputecia, e então uma energia misteriosa vinha do espaço e lhe dava super-força, além de fazer com que o chifrinho no seu capacete subisse.

Seguindo, temos o grandalhão Akira (grandalhão mesmo, até para os padrões ocidentais), que comanda a armadura Marte verde. É formalmente o líder do Cybercop, mas que perde espaço com a chegada de Jupiter. É um sujeito grosso, tá sempre com a cara emburrada como se estivesse com prisão de ventre, mas é um guerreiro determinado. Sua armadura é voltada para uso de armas pesadas, embora tenha a blindagem mais fina.


Com a armadura Saturno preta, temos Ryoichi (que na época eu nem fazia ideia como soletrar seu nome). O cara era o engraçadinho do grupo, e também mulherengo, mostrando que esse é um dos traços comuns aos heróis de armaduras pretas, vide o Hayate dos Changeman. Sua armadura foi construída pensando em reconhecimento, cheia de radares, antenas e visores de raio-x.

Por fim, temos Osamu com a última unidade Cybercop, a armadura azul Mercúrio. O cara é o tímido e caladão da equipe, tanto que ele fica sempre em segundo plano e quase não aparecia nos episódios. Na minha opinião uma pena, pois a sua armadura era mais legal de todas, com super velocidade.

Esses eram os quatro heróis principais. Mas havia ainda alguém que estava sempre com os Cybercops, mesmo não tendo uma armadura. E que é outra que figura na lista das paixonites orientais de toda uma geração de garotos: a policial Tomoko.


Pior que a história era essa mesmo, ela teria uma armadura mas foi cortada por falta de verba, provavelmente desviada por um político do partido dos trabalhadores japonês. Mas mesmo assim ela participa das missões, principalmente direcionando as armas para seus amigos e também usando de sua inteligência, já que os outro quatro são meio tapados. Tem os seus momentos de dar piti e fazer beicinho de quem está incomodada, mas também é aquela que atua no psicológico da equipe, incentivando-os a trabalharem em grupo e controlando as brigas. E, como fica claro, tem uma quedinha pelo Takeda.


Digo e repito, era mesmo uma gracinha! Diria que escolher entre a Tomoko e a Sara do Flashman é páreo duro...

Sobre a sua armadura de Tomoko, apesar de não ter aparecido sequer uma referência na série oficial de como seria, logicamente que não demorou para que aparecessem alguns criativos para imagina como seria a unidade Vênus da baixinha.


Os cinco protagonistas tinham também toda uma equipe de apoio na base do ZAC. Liderados pelo sério capitão Oda (sentado no meio, como todo chefe tem que estar), mas que muitas vezes tinha que baixar a cabeça para a segunda-no-comando Shimazu (na ponta esquerda), que tacava uns mega esporros em todo mundo, em plena demonstração de empoderamento feminino. Tinha ainda o técnico Yazawa (na ponta direita), que mexe com os computadores, e a assistente de comunicações Miho (ao lado do gigante Akira).


Nessa foto ficam claras duas coisas: primeiro, o ator que fazia o Akira (que infelizmente se suicidou 2002) era realmente um gigante ao lado dos demais; e segundo, esses uniformes eram bem chamativos, parece aqueles adesivos brilhantes que colocam nos caminhões.

Um toque especial é que eles usavam uns equipamentos e armas especiais, que sempre eram carregados em maletas. Ou eles já saiam da base com elas, ou então Tomoko usava um cartão para que elas fossem enviadas por um sistema de transporte subterrâneo (ou pelo esgoto). Tinha de tudo, como a bazuca que Marte gostava de usar, uma espada que era a arma favorita do Mercúrio e até mesmo uma serra elétrica, que o Saturno curtia.


Quanto aos vilões... Bom, eu confesso que não me lembro direito deles, na época nem me ligava muito nos seus nomes. Até porque eles pareciam uma alegoria de carnaval de quinta categoria, dando a entender que estouraram o orçamento com as armaduras maneiras dos Cybercops e não sobrou muito para os bandidos. A Destrap era liderada pelo Barão Kageyama, que também tinha vindo do mesmo futuro do Jupiter e tinha o plano de acabar com a vida na Terra (que original).


Embora o barão fosse o principal inimigo, o papel do "chefão" ficava por conta de um computador também futurista chamado Führer. Sim, como o Hitler. Mas em vez de um engomadinho com bigode engraçado, era uma cara japonesa fantasmagórica que aparecia em cima de uma folha de couve gigante.


Completando o bando da Destrap, tinham três aspones que eu nem me lembrava como se chamavam... só me lembro que os dois sujeitos tinham como se fossem cérebros na testa.


Mais para o meio da série aparece também Luna, que diferente dos outros vilões que adotaram um visual menos chamativo (embora ainda ridículo), usava uma fantasia tosca que poderia garantir um emprego numa série de Super Sentai. Se proclamando a Rainha das Bestas, pois provavelmente comandava um bando de bestas, ela acabava se apaixonando pelo Marte, sacrificando-se para proteger seu amado no final da série (segundo dizem, pois o final não passou aqui no Brasil). Até que era jeitosinha, mas com esses chifres todos e tendo a competição com a Tomoko, não dava...


E pra você ver como Cybercop foi mesmo uma produção com sérias restrições orçamentárias, nem sobrou cascalho pra fazer vilões convidados dos episódios diferentes. Acho que só deu pra fazer duas fantasias, que eram andróides, um mais claro e outro mais escuro. E que foram reutilizados ao longo da série, apenas com poderes e vozes diferentes.


Tosco...

Por último, mas não menos importante, tinha aquele que era adorado pela garotada, aquele que começava como vilão enchendo os Cybercops de tiros e porradas, mas que depois se aliava a eles: Lúcifer. Outro que fugiu do futuro, todo misterioso que ninguém sabe seu nome, ele começa se aliando a Destrap por acreditar que Jupiter era o traidor da Humanidade, mas ele acaba desobrindo que tudo era um conto do vigário contato pelo barão Kageyama. Com isso, ele se alia aos Cybercops.


Sem dúvida era a armadura mais sensacional de todas. E fico pensando como deviam ter várias avós religiosas pelo Brasil desesperadas ao escutar seus netinhos assistindo Cybercop e dizendo que Lucifer era o melhor. Deviam pensar que a Manchete era rede do demônio...

Cybercop era uma série bem diferente com que estávamos acostumados, com um visual mais "normal" e bem menos fantasioso como eram as outras séries japonesas. Os personagens eram bem interessantes, principalmente considerando a rivalidade Akira e Takeda, diferente do ambiente em que todos eram amiguinhos como em Changeman e Flashman. Pra completar, Lúcifer era muito maneiro, com uma história misteriosa que empolgava. Por mais que os vilões fossem fracos, os heróis eram bem carismáticos, sendo uma série que eu gostava de assistir.


Tudo bem que a qualidade visual deixava a desejar, e muito. Claro que mesmo os seriados mais badalados tinham efeitos bem hilários, mas em Cybercop era simplesmente triste. Tipo, recortavam uma imagem do sujeito pulando e faziam aquele sprite estático se movendo pra simular o salto, coisas assim. Pior do que aqueles episódios do Chapolin. 

Mas, mesmo com toda a tosqueira, Cybercop era um seriado simpático. Infelizmente, não passaram o final aqui no Brasil (pelo menos na época da Manchete), apesar ter ter tido uma relativa fama aqui. Aliás, vale contar uma curiosidade: a série foi trazida por aquele que hoje é o proprietário da Sato Company, que distribui atualmente todos os seriados japoneses, certamente você deve ter visto a propaganda na Band recentemente. Quando ele trouxe o Cybercop para exibição no Brasil, conseguiu a proeza de trazer as armaduras que foram usadas na produção. Imagina só o merchandising?


Isso mesmo... eles apareceram no Domingo Legal do Gugu. Sem falar naquelas atrações de circo, juntamente com cópias baratas do Jaspion e Changeman. A diferença é que eram armaduras idênticas às que a criançada via na televisão, e não meras cópias baratas de isopor e papelão. Cybercopfez tanta fama que se cogitou até mesmo criar uma versão nacional!

É... acho que não daria muito certo...

Pois é, parece que está chegando a hora de terminar essa postagem longa. Cybercop deixou saudades, uma série muito simpática e divertida, com um enredo diferente que não envolvia monstros espaciais querendo conquistar o planeta Terra.


Até aqui eu falei das quatro séries que eu mais gostava. Além do Flashman e Cybercop que mostrei aqui, curtia muito os clássicos Jaspion e Changeman que estrearam a outra postagem. As outras séries, eu até achava legais em um certo ponto, mas não chegavam aos pés dessas aqui. Sei que muita gente deve estar me xingando até agora, perguntando onde está o Kamen Rider... mas, vamos ver se eu volto aqui para pelo menos mais um post sobre os heróis japoneses.
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California or Bust! A Three wagon Train in Hinton, West Virginia Headed to California for Jesus, 1959

Posted: 24 Jul 2020 06:27 PM PDT

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Note in the photograph below that in addition to the three-wagon train headed for California there are several 1950s cars: a 1957 Olds; 1957 DeSoto; 1955 Mercury; 1955 Chevy; 1958 Ford (?).
See below for an explanation of the wagon train!










John, in 1959 when I was 11 years old there was an evangelist in my hometown of Hinton by the name of Harry Payton.  Mr. Payton got this bright idea to conduct a "wagon train" to take Jesus all the way to California.  I am not making this up (see photo here).  I do not know how many months it took but apparently one of the three horse drawn wagons made it all the way.  I suspect many people were converted along the way although one suspects that California folks rejected Christ.  😊 

In this photo the wagon train is getting ready to go, leaving from the main street through Hinton.  Note the Western Auto Associate store,  the place where I bought all of my bicycle repair parts including a new Sturmy-Archer "transmission" for my English bike
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